Make your own free website on Tripod.com
Linho Fino - Estudos Biblicos
Estudo sobre Apocalipse
Home
Estudo sobre Apocalipse
NOCÕES DE INICIAÇÃO DO ESTUDO BÍBLICO
LER A BÍBLIA EM 365 DIAS.
JESUS É O MESSIAS
COMUNICAÇÃO NO CASAMENTO
ENCONTRO DE CASAIS
O EVANGELHO
COMO DEUS FALA HOJE?
Nossa Nova Posição em Jesus
A HISTÓRIA DA IGREJA
O QUE DIZ A BIBLIA SOBRE COMUNICAÇÃO NO LAR
NAMORAR É MUITO BOM!!!
CASANDO-SE COM O SISTEMA
AS PRESSÕES DA MÍDIA SOBRE A MULHER
A MÃE DO TIPO DE DEUS
A PARÁBOLA DO ARREPENDIMENTO
O TEMOR DE PAULO
MAÇONARIA
HAVERÁ CRIANÇAS NO INFERNO?
O VALE DOS OSSOS SECOS
O REINO ETERNO
A JUSTIÇA NO REINO DE DEUS
BELEZA ESPIRITUAL
MINISTRAÇÃO DE LOUVOR NO CULTO
CRISE DE SANTIDADE
DEPOIMENTO BÍBLICO
NAMORAR OU FICAR
REALIDADES DA NOVA CRIAÇÃO
COM JESUS NO BARCO
O PODER DA ESPERANÇA EM CRISTO
O PODER DO EVANGELHO
O PODER DA INTERCESSÃO
O QUE DIZ O NOVO TESTAMENTO SOBRE O DIVÓRCIO?
A IGREJA E A AIDS
ASTROLOGIA
NÃO É POSSÍVEL EVITAR JERUSALEM
AS PROFECIAS SOBRE O MESSIAS DE DEUS
JESUS E O CEMITÉRIO
A BÍBLIA E SUAS ORIGENS
O TABERNÁCULO DE MOISÉS
A VIOLÊNCIA E SUAS ORIGENS

ESTUDO SOBRE APOCALIPSE Edit Page Title


A HISTÓRIA DA IGREJA SOB A ÓTICA DE YEHOSHUA!
Apocalipse capítulos 2 e 3.
Por: Aloízio Sousa Arantes
 
 
Encontramos a história profética da Igreja nos capítulos dois e três de
Apocalipse. Não como o Corpo Místico de Yehoshua Há’Mashyach composto
exclusivamente de crentes convertidos, mas, antes, da sua responsabilidade
como testemunho de Deus na terra. A Igreja que sustenta o Testemunho de
Deus! É representada simbolicamente por sete Menorá(Candelabro) de ouro. Não
por um Candelabro de sete braços, como no Tabernáculo. Temos aqui portanto,
acentuada a responsabilidade pessoal de cada igreja com o fim de ser
portadora de Luz.
 
A divisão do livro do Apocalipse é geralmente conhecida, visto ser indicada
pela própria Palavra de Deus no Capítulo 1:19 “Escreve as coisas que tens
visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer;”:
 
01.   As coisas que tens visto, quer dizer, Yehsohua Há’Mashyach como Juiz;
 
02.   as que são;
 
03.   as que, depois destas, hão de acontecer.
 
 
A terceira divisão começa com o capítulo e, conforme vemos no versículo 1.
Por conseguinte, a segunda divisão, “as coisas que são”, compreende os
capítulos 2 e 3.
 
No Capítulo 4 vemos os crentes glorificados no céu. Não se trata somente de
crentes que morreram mas, sim, de crentes ressuscitados e glorificados,
visto que eles têm roupas brancas alvejadas no sangue do Cordeiro, e coroas
de oura sobre as suas cabeças. Nós não recebemos uma coroa no momento da
nossa morte, mas depois da ressurreição. Outro fator relevante que quero
estabelecer, é que tais coroas de ouro, deverão ser depositadas aos pés
dAquele que é o Único Digno de receber a Glória, a Honra e o Louvor
eternamente, o Senhor Yehoshua Há’Mashyach. Tudo quanto nós fizemos que é
digno de honra, não fomos nós que fizemos, mas foi Ele quem fez através de
nós, por isto a honra é para Ele!
 
Em Apocalipse 6:9 “E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as
almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do
testemunho que deram.” encontramos a distinção quanto ao grupo que ali é
visto: são as almas.
 
A conclusão é que nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse temos uma descrição do
estado da Igreja, desde a idade apostólica até ao seu arrebatamento. Isto é
confirmado pelas seguintes considerações que passo a fazer:
 
01.     Todo o Livro do Apocalipse é profético, e portando os capítulos 2 e
3 são também proféticos.
 
02.     As cartas não deviam ser enviadas às Sete Igrejas da Ásia em
separado – cada igreja devia receber todas as cartas. No final de cada carta
é dito que todo aquele que tem ouvidos deve obrigatoriamente ouvir o que o
Espírito diz às igrejas, e não apenas o que o Espírito diz de cada igreja.
 
03.     O Número Sete é característico do Livro do Apocalipse. Sete é o
Número Perfeito de Cristo. Vemos sete igrejas(caps.1-3); sete selos e sete
trombetas(caps. 4-11); sete taças(caps. 15 e 16); sete candeeiros(caps. 1:12
 20); sete estrelas(caps. 1:16, 20); sete anjos(caps. 1:20);  sete espíritos
de Deus(caps. 1:4 e 12:3); Um cordeiro com sete chifres e sete olhos(5:6);
sete tochas(4:5); sete trovões(10:3,4); sete montes(17:9); sete
reis(17:9-10), etc. Este número é o símbolo bem conhecido de perfeição
espiritual e, sobretudo, da perfeição das obras divinas. Deus criou todas as
coisas em sete dias, e tudo era muito bom.(Gn 2:2-3 “E havendo Deus acabado
no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra,
que tinha feito. 3 E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele
descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.” É, portanto, a
igreja em sua responsabilidade, mas considerada como obra de Deus.
 
04.     As Sete Epístolas foram escritas segundo um plano determinado, e
indicam uma ordem moral no decurso da decadência histórica a que ela passa.
Não podemos ignorar esta história vívida da igreja nestes anos passados.
 
05.     Notemos, finalmente, que Deus dá em várias passagens das Sagradas
Escrituras um resumo profético em Sete Imagens sobre determinada dispensação
 encontramos, por exemplo, em Levítico 23 e Mateus 13, leiam por favor.
 
Consideremos então as Sete Igrejas como tipo de sete eras da igreja. É
conclusão a que chegam, comparando os traços característicos dessas igrejas
com certos aspectos característicos da História Eclesiástica:
 
ÉFESO:                      Período do declínio no Fim da Era Apostólica.
 
ESMIRNA:                  Período de Perseguições, Primeiros 300 anos.
 
PÉRGAMO:                 Período Imperial, de Constantino ao Papado Romano.
 
TIATIRA:                   Período Papal, do 6º ao 16º século. Ou período
Papal do 6º ao 12º século.
 
SARDES:                    Período Papal, do 12º ao 16º século. Ou do
Período da Reforma ao Surto do Metodismo. Ou do Período da Reforma ao tempo
presente.
 
FILADÉLFIA:               Período da Reforma ao Tempo Presente. Ou Período
Missionário do Século 19. Ou a Igreja Arrebatada.
 
LAODICÉIA:               Do Tempo Presente à Vinda do Senhor. Ou Núcleo da
Igreja de Tribulação Fingida.
 
 
À parte de qualquer referência PROFÉTICA QUE SE CUMPRE às sete igrejas,  o
esboço da História da Igreja apresentado comumente é como abaixo
descrevemos:
 
A IGREJA APOSTÓLICA:               PRIMEIRO SÉCULO.
 
A IGREJA PERSEGUIDA:               DO PRIMEIRO AO QUARTO SÉCULO.
 
A IGREJA IMPERIAL:                   DO QUARTO AO QUINTO SÉCULO.
 
A IGREJA PAPAL:                        DO SEXTO AO DÉCIMO SEXTO SÉCULO.
 
A IGREJA REFORMADA:                       DO DÉCIMO SEXTO SÉCULO AO TEMPO
PRESENTE.
 
 
 
A  DECADÊNCIA DA IGREJA!
 
As Sete Epístolas podem ser divididas em dois grupos bem distintos. Nas
primeiras três, a expressão “quem tem ouvidos ouça” vem primeiro, seguida da
promessa, “ao que vencer”. Então há uma condição “sine-qua-non” a promessa é
garantida ao Vencedor(objeto de um estudo que faremos posteriormente), ao
passo que nas quatro seguintes a ordem é invertida. É como se o Senhor
tivesse perdido a esperança da restauração de toda a Igreja, esperando que
só os Vencedores ouvissem. Nas últimas cartas, o Senhor fala também da Sua
Vinda; por isso sabemos que este estado de coisas permanecerá até à Sua
Segunda Vinda. O Senhor apresenta-SE em cada Epístola em relação com o
estado da Igreja a que é dirigida sempre alertando-a.
 
Faço aqui um veemente apelo à compreensão dos amados leitores que entendam
bem, que a igreja decadente é aquela institucionalizada, nominal,
estabelecida nos prédios, religiosa, pragmática, pensando ser igreja, quando
de fato não é, esta é fria, marmorizada, mercantilista, ávida por lucros e
por números. Mas, existe uma Igreja Universal dos Santos, invisível, que a
cada dia está sendo adornada pelo Espírito Santo para o casamento com o
Noivo. Esta sim, não está e nem nunca esteve decadente, pois é constituída
legalmente por remanescentes fiéis.
 
IGREJAS DA ÁSIA, SETE IGREJAS, SETE CARTAS!
 
As Sete Igrejas destinatárias dos capítulos 2 e 3 do Apocalipse eram igrejas
reais da época de João. Elas representam também, certos tipos de igrejas em
toda e qualquer época da história. Este conceito é apoiado pelo fato de que
apenas sete, foram escolhidas entre as centenas que já existiam e se
desenvolviam ao tempo do apóstolo João, exilado na Ilha de Pátmos, e pela
afirmação, ao final de cada carta, de que o Espírito estava falando às
Igrejas(vv. 7, 11 etc).
 
Quanto ao caráter destas Igrejas, podemos afirmar com bases nos textos
bíblicos que duas igrejas eram muito boas: Esmirna e Filadélfia. Duas muito
más: Sardes e Laodicéia. Três eram em parte boas e em parte más: Éfeso,
Pérgamo e Tiatira. As Igrejas boas, Esmirna e Filadélfia, eram compostas de
classes sociais mais humildes, e passavam por duras perseguições.
 
As duas Igrejas más, Sardes e Laodicéia, incluíam classes mais governantes;
no seu conjunto, tornaram-se cristãs nominalmente, mas eram pagãs na sua
prática de vida.
 
Das três que eram parte boas e em parte más: Éfeso, era uma Igreja ortodoxa,
mas ia-se tornando fria, indiferente, insenssível às necessidades uns dos
outros. Pérgamo era a igreja herética, porém fiel ao nome de Yehoshua
Há’Mashyach até o martírio. Tiatira era igualmente herética, tolerando
Jezabel, mas tendo crescente zelo.
 
Fala-se se em heresia. Que tipo era dominante? Relacionava-se com
prostituição, a igreja “Raimundo um pé na igreja e o resto no mundo”, e
também o “comer de coisas sacrificada aos ídolos” tipo daquele irmão que
toca sua guitarra nos cultos da igreja, e também nos bares e na noite da
vida!. O vício sexual era insaciável, e fazia parte do culto pagão, e era
reconhecido como coisa adequada aos festivais do paganismo operante naquela
época. Era a Igreja mundanizada, ao invés de influenciar o mundo, o mundo
influenciava a igreja. As sacerdotizas de Diana e das divindades afins eram
prostitutas cultuais públicas.
 
Estes casos haviam perturbado as igrejas gentílicas desde o princípio. A
carta circular dos Apóstolos em Jerusalém, uns 50 anos antes, Atos 15,
expedida as igrejas gentílicas, embora tolerante no seu teor geral, insistia
definidamente para que os cristãos se guardassem dessas práticas licenciosas
 vinculadas à idolatria.
 
Neste ínterim, pagãos em grandes multidões, tornaram-se cristãos e levaram
algumas das suas velhas práticas para a nova religião. Os atrativos
voluptuosos de culto de Diana exerciam tremendo poder sobre a natureza
humana, e não foi fácil, aos que se haviam habituado a eles, abandoná-los.
Naturalmente se faziam todas as tentativas de harmonizar estas práticas
pagãs com a religião cristã. Muitos mestres cristãos professos,
declarando-se inspirados de Deus, advogavam denodamente o direito de livre
participação em imoralidades pagãs.
 
Isto nós temos visto hoje nas igrejas locais, com músicas, danças, e outros
atrativos para “animar” a igreja, afinal temos banalizada e vulgarizado o
santo Evangelho de Cristo, não é verdade? Desafio a quem me prove o
contrário. Em Éfeso, nós vemos os pastores cristãos, unidos, eliminarem tais
mestres. Mas em Pérgamo e Tiatira, embora não devamos pensar que o grosso
dos pastores sustentassem essa doutrina, toleravam, todavia, em suas
fileiras aqueles que tinha tais práticas.
 
 
ÉFESO
 
Éfeso, durante o governo de César Augusto, se tornou a capital da província
romana denominada Ásia, que é hoje parte ocidental da Turquia(até então
Pérgamo havia sido a capital). A cidade foi a residência do apóstolo João
antes e depois de seu exílio em Patmos, e era a sede do grande templo de
Ártemis(em latim, Diana dos Efésios).
 
O Cristianismo provavelmente chegou a Éfeso com Áquila e Priscila, quando
Paulo fez ali uma breve parada em sua segunda viagem missionária(Atos
18:18-19). Em sua terceira viagem ele permaneceu na cidade por quase três
anos e o evangelho se disseminou por toda a província romana da Ásia(Atos
19:10). A cidade era um centro comercial, político e religioso, estando ali
conforme já falamos o templo erigido à Ártemis, Diana dos Efésios.
Quem era Diana dos Efésios? A divindade anatoliana da fertilidade, fora
adotada pelos gregos com o nome de Ártemis. Grotescamente representada com
torres na cabeça e numerosos seios, a deusa e seus cultos receberam sua
expressão religiosa no famoso templo, que,  como aquela de Afrodite em
Corinto, foi servido por numerosas sacerdotizas cortesãs. Havia muito
comércio vinculado a este culto. Éfeso se tornou um lugar para romarias,
tais quais as muitas cidades idólatras Brasileiras tais como: Aparecida-SP.,
Trindade em Goiás, etc. Nas suas romarias reúnem-se milhares de pessoas
nestas cidades, com todas as práticas imorais, bebedices, prostituições,
idolatrias, terrivelmente condenadas por Deus. Os adoradores-turistas
queriam levar consigo talismãs e lembranças, por este motivo surgiu o
poderoso grupo de ourives cuja prosperidade vinha da fabricação de
santuários de prata e imagens da pedra meteórica que, segundo se declarava,
era a imagem de Diana que “caiu do céu”.
 
Éfeso chegava a depender mais e mais dos negócios vinculados a este culto
enquanto se declinava o comércio por causa do entupimento do seu porto
marítimo.
 
Como grande centro comercial, rivalizava-se com Alexandria e Antioquia.
Depois de Paulo, Timóteo também liderou a igreja por algum tempo(1 Tm 1:3) e
 mais tarde, o apóstolo João fez da cidade a sua base de operações.  Quando
o Cristianismo chega a Éfeso ele se depara com cultos fortíssimos de
satanistas que cultuavam Ártemis(Diana), e também culto ao Imperador Romano.
O Culto do imperador era a religião oficial do império romano; deixar de
prestar-lhe homenagem era sinal de deslealdade.
 
É o princípios da história da Igreja. Aparentemente tudo está ainda bem. Que
coisas mais excelentes enumera o Senhor! Porém, os Seus olhos, qual chama de
fogo, descobrem já nela o princípio da decadência humana estabelecida:
“Tenho porém, contra ti, que abandonaste o teu primeiro amor” qual é o
primeiro amor? Amor ardente, total. O verbo “abandonar” indica uma ação
consciente e de maneira alguma de forma acidental, era proposital aquele
abandono, devidamente premeditado pelos homens. Mais de trinta anos antes
esta igreja fora elogiada por seu amor, veja Efésios 1:15-16 “Por isso,
ouvindo eu também a fé que entre vós há no Senhor Jesus, e o vosso amor para
com todos os santos, 16 Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me
de vós nas minhas orações:”. Este abandono é o princípio de toda a
decadência da Igreja Primitiva. O coração já não estava tão intimamente
ligado com Yehoshua como no princípio, ainda que os costumes não tivessem
mudado. E as obras dos nicolaitas já ali são encontradas.
 
Há uma ameaça séria, e gravíssima contra a igreja de Éfeso, Apocalipse 2:5
“Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras
obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu
castiçal, se não te arrependeres.” Removerei a utilidade da igreja, quer
dizer, torná-la-ei inoperante em seu papel, se o povo que constitui a igreja
não se arrepender! Sem arrependimento a igreja continuará na sua soberba,
tendo o nome de igreja, porém não sendo igreja.
 
OBRA DOS NICOLAÍTAS
 
Apocalipse 2:6 “Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as
quais eu também odeio.” Segundo os primeiros autores cristãos, eram
seguidores de Nicolau.(Atos 6:5) “E este parecer contentou a toda a multidão
 e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e
Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; “
 aparentemente eram participantes de uma seita que advogava em seu favor
licenciosidade em matéria de conduta cristã, incluindo o chamado “amor
livre”. Alguns comentaristas, entretanto, pensam, com base no significado
etimológico da palavra”conquistar o povo”, que se tratava de um grupo que
promovia uma espécie de hierarquia eclesiástica(Ap 2:15) “Assim tens também
os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio.” Embora estes
nicolaítas sejam desconhecidos fora do Apocalipse, eles eram os dominadores
do povo, faziam parte do clero que achavam-se acima de tudo  e de todos,
eram detentores do poder dominante, monopolizavam o povo, e encorajava o
povo dominado a participar de festas idólatras dos pagãos, e à prostituição.
É interessante entender que o culto à Diana era acompanhada das mais
grosseiras formas de prazeres imorais, verdadeiros bacanais coletivos.
 
Alguns eruditos têm entendido a palavra “NICOLAÍTA” como forma grega da
palavra hebraica “Balaão”, relacionando, assim, os tais com os que
sustentavam “a doutrina de Balaão”(Ap 2:14).
 
 
Mensagem à Igreja em Éfeso
 
01.   Louvor: obras, paciência e aversão aos falsos mestres.
 
02.   Repreensão: declínio espiritual.
 
03.   Título de Cristo: a uma igreja que havia perdido o seu primeiro amor,
Ele é o que anda no meio dos sete castiçais – um superintendente sujeitando
as obras e motivos deles a um exame detalhado.
 
04.   Promessa: Ao Vencedor: direito de livre acesso à Árvore da Vida!
 
ESMIRNA
 
Este é o período das grandes perseguições dos imperadores romanos durante o
segundo e terceiro séculos. Como é sabido desencadearam-se dez grandes
perseguições, a última das quais durou precisamente dez anos. Deus permitiu
as perseguições para atrair de novo o coração da Igreja ao seu Verdadeiro
Senhor, Yehsoshua Há’Mashyach.
 
É interessante a tribulação profetizada em Ap 2:10 “Nada temas das coisas
que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para
que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à
morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” Este período de tribulação, pode se
referir a um período de intensa perseguição com a duração de 10 dias, ou
pode indicar dez períodos de perseguição do tempo de Nero ao reinado de
Diocleciano. Ou simplesmente á última perseguição que durou dez anos. Mas,
apesar da perseguição há uma promessa daquele que é Fiel, sob provação, ou
mesmo até à morte. (Tiago 1:12) “Bem-aventurado o homem que sofre a tentação
 porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem
prometido aos que o amam.”
 
Esmirna foi a cidade que construiu o segundo maior Templo da Ásia dedicado
ao Imperador Romano. A cidade já tinha adorado Roma como poder espiritual
desde 195 a.C., daí o seu orgulho histórico no seu culto aos Cézares.
Esmirna tinha fama pro causa da sua ciência, sua medicina, e a majestade dos
seus edifícios. Apolônio de Tiana se refere à sua “coroa de pórticos” um
círculo de belos edifícios públicos que circundavam um cume do Monte Pagas
como diadema; daí a referência de João, Apocalipse 2:10 “Nada temas das
coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão,
para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à
morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” Policarpo, o bispo de Esmirna
martirizado em 155 d.C., tinha sido um discípulo de João.
 
Eu, pessoalmente, louvo a Deus pelas perseguições, embora a igreja tenha
passado pelas mais duras provações. Alguém menos avisado, poderiam dizer: -
Este escritor Louva a Deus pelas perseguições porque não estava lá presente,
quando nas arenas os irmãos eram oferecidos vivos como alimento aos leões e
feras famintos. Não se trata disto querido leitor! Mas pelo fato da igreja
ser perseguida este Evangelho foi se espalhando e chegou até aqui nos
confins da terra, por isto Louvo a Deus, entendendo que as perseguições são
necessárias, porque elas produzem nossa perseverança, na esperança que Logo
virá o Senhor.
 
Mas, quem era Esmirna? Era um porto marítimo cerca de 56 km ao norte de
Éfeso(hoje chamada Izmir) Era um centro do culto imperial de Roma.
 
Qual o teor básico da Mensagem de Cristo à Igreja de Esmirna?
 
01.   Louvor: paciência na perseguição.
 
02.   Não há mensagem de repreensão a esta igreja sofredora.
 
03.   Título do Messias(Mashyach): a uma Igreja que enfrenta a perseguição,
o Senhor Yehoshua se revela como aquele que sofreu, morreu, mas ressuscitou
triunfantemente, e se porventura morrermos, também temos a nossa
ressurreição garantida.
 
04.   Promessa ao crente Vencedor: Libertação da segunda morte.
 
05.   Uma referência histórica: “Dar-te-ei a coroa da vida”. A “coroa de
Esmirna”. Era uma rua circular consistindo de um anel de magníficos
edifícios. Um de seus filósofos aconselhou-os a que dessem mais valor a uma
coroa de homens do que a uma de edifícios.
 
 
 
PÉRGAMO
 
Encontramos em Pérgamo uma situação muito diferente. A Igreja já não é uma
estrangeira, antes tem residência estável, mas é “onde está o trono de
Satanás”. Procurou descanso neste mundo, onde está o trono do príncipe e
deus deste século. É o que vemos no plano histórico. O Imperador Constantino
O Grande aceitou por conveniência o Cristianismo e estabeleceu politicamente
a religião do Império; que assim foi transformado em religião do Estado, mas
às custas da sua liberdade.
 
Esta Igreja está profundamente ligada por laços de aliança com o mundo e
seus prazeres; o mundo exerce tão grande fascínio sobre ela , mesmo em casos
de fé já não é a “eklesia”, que quer dizer “a chamada para fora”, mas
tornou-se a instituição nacional, na qual se acham dispersos os verdadeiros
crentes.  Vejam bem o que aconteceu...A Igreja que era chamada para fora dos
prédios, para fora do mundo, ir à busca dos perdidos sem Yehoshua, foi
trazida por Constantino para dentro dos prédios; A Igreja não cristianizou
Roma, foi Roma que romanizou a igreja.
 
A igreja foi profundamente influenciada por Roma, estabelecendo o sistema de
Clero x Leigos. Ali não só se encontram as obras dos Nicolaítas, mas
tornaram-se doutrinas – ou dogmas. A TRADIÇÃO, acima das Verdades
Espirituais. Igrejas onde a tradição valem mais dos que as coisas do
Espírito. Com orgulho e presunção os homens batem em seus peitos e dizem eu
sou B...com letras maiúsculas, sou P..., sou tradicional e ponto final!!!
etc..., etc.... O versículo 14 mostra-nos quais são as conseqüências de tudo
isto.
 
A cidade de Pérgamo era o principal centro de cultos pagãos, Júpiter era
chamado de o salvador; Zeus; Atena; Dionísio (Baco – deus do vinho);
Esculápio (deus patrono da medicina - tem como símbolo uma serpente, você já
observou isto?)
 
O Nome NICOLAOS quer dizer DOMINADOR do povo. “LAOS’ quer dizer povo, e
deste vocábulo deriva a palavra “leigos”. Temos aqui a doutrina de Balaão
que consistia em dar conselhos perniciosos por dinheiro, tirando o povo do
seu isolamento para em comunhão com os moabitas a prostituir e entregar-se à
idolatria. Você não tem visto este sistema de mercenários nas igrejas por
aí? Balaão, era um mágico, mercenário, que negociava com seus dons de falso
advinho, sendo a mágica uma crença muito popular da sua época que o próprio
fato de um profeta prenunciar algo trará o efeito profetizado. O Teor de sua
doutrina era confundir assuntos espirituais e morais com interesses
materiais. A doutrina da prosperidade aqui presente, gente! Isto não é coisa
nova, é antiga travestida de roupagem nova.
 
Pelo menos uma coisa boa, foi inventada em Pérgamo:
O Pergaminho!
 
Era natural que o “nicolaitismo” florescesse num lugar onde o paganismo e a
política tinham formado uma aliança profunda, e onde deve ter havido muitas
pressões para que os cristãos aceitassem uma situação de tansigência
religiosa. Pérgamo era uma antiga sede de cultura, possuindo uma biblioteca
que se rivalizava com a de Alenxadria. O pergaminho(carta Pergamena) foi
inventada em Pérgamo para libertar a biblioteca das restrições que os ciúmes
dos egípcios fizeram impor à exportação do papiro.
 
Nós os Evangélicos, nos achamos os melhores em relação aos católicos Romanos
 mas eu pergunto: - você um dia ouviu um católico romano acusar um
evangélico de idólatra? Creio que não. Mas, veja, nós Evangélicos
idolatramos pastores, igrejas, células, grupos familiares, visão de G-12 e
outras visões internacionalizadas, idolatramos nossos números, nossa
homilética, nossas músicas, louvor, até os cultos fúnebres para o Deus Vivo,
etc..
 
SOMOS TAMBÉM IDÓLATRAS! Reconheça isto pelo amor de Deus! Deixa de ser
hipócrita, tira primeiro a trave do seu olho para depois tirar dos católicos
romanos. E não me venha dizer depois que sou apologista dos católicos, cria
vergonha na cara antes de me acusar de tal feito. Arrepende-te! E Lembra-te
de onde caíste, cara de pau! Deverias usar óleo de peroba na cara, ao invés
de outras maquiagens!
 
Temos aqui o mau sistema, do qual precedeu Tiatira.
 
 
Mensagem à Igreja em Pérgamo
 
01.   Louvor: Fidelidade no Testemunho.
 
02.   Repreensão: por causa do predomínio da vida libertina e idólatra.
 
03.   Título de Cristo: a uma igreja manchada de imoralidade e idolatria,
ele é o que lutará contra ela com a Sua espada de dois gumes.
 
04.   Promessa: Ao Vencedor, o Maná Escondido: Yehoshua, verdadeira comida,
como Revelação.
 
05.   Referência Histórica: Pérgamo era o centro da Idolatria e tinha um
grande altar erigido para a adoração de um deus-serpente. Isto talvez
explique as palavras “onde satanás habita”.
 
 
TIATIRA
 
JEZABEL, é a característica desta igreja: Ela diz que é profetiza, exigindo
autoridade absoluta para a sua doutrina – autoridade infalível. Mas, segundo
a Palavra de Deus, uma mulher não tem o direito de ensinar. (II Tm 2:12)
“Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o
marido, mas que esteja em silêncio.”  Na Sagrada Escritura a Igreja sempre é
representada debaixo da figura duma mulher, e nunca de um homem. Cristo é
Homem, e a Palavra  procede Dele!
 
Sempre ouvimos falar de Jezabel,  sobre o espírito de Jezabel,
o que vem a ser isto?
 
No salão de beleza da Jezabel contemplamos reflexos nos espelhos as nossas
máscaras, nossos rostos camuflados, encharcados de maquiagem. Espíritos que
infundem o terror  e medo nas Igrejas:
 
 
01. ESPÍRITO DE MEDO
 
         Os profetas de Deus estavam aterrorizados, debaixo deste espírito
de medo infundido pela perversa rainha Jezabel. Mas, havia em Israel um
homem bom e temente a Deus, um mordomo chamado Obadias. I Reis 18:3 e 4 “E
Acabe chamou a Obadias, o mordomo; e Obadias temia muito ao Senhor, 4 Porque
sucedeu que, destruindo Jezabel os profetas do Senhor, Obadias tomou cem
profetas, e de cinqüenta em cinqüenta os escondeu numa cova, e os sustentou
com pão e água.”  Estes cem profetas estavam com medo de serem mortos também
 por esta razão estavam escondidos de Jezabel e do rei Acabe.
 
        Este espírito também aterroriza o profeta Elias, veja que este homem
tão destemido, mata 850 profetas de Jezabel, mas no capítulo 19 de I Reis,
você verá este homem de Deus fugindo da mulher Jezabel. Verso 3 “Temendo,
pois Elias, levantou-se e, para salvar a sua vida, se foi e chegou a Berseba
 que pertence a Judá; e ali deixou o seu moço”
 
 
02. ESPÍRITO DE DEPRESSÃO
 
 
Os demônios nunca andam sozinhos, eles andam sempre em bandos com a
finalidade de causar divisões, guerras, violências, etc.. eles atuam
fustigando, aterrorizado, violentando, mentindo. Eis na vida de Elias um
exemplo disto, ele experimenta o desencadear da atuação de vários espíritos
correlatos, vê sua vida se derramando para dentro de si mesmo, isto que
chamamos de depressão.
 
        O exemplo está vívido aqui na história do profeta Elias. Ele que já
experimentara tantas coisas sobrenaturais de Deus em sua vida, agora se vê
deprimido, desesperado ele pede a sua morte. I Reis 19:4 “Ele, porém, foi ao
deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu
para si a morte, e disse: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois
não sou melhor do que meus pais.”
 
Veja que no capítulo 19:5-8, o profeta Elias adormece debaixo de um arbusto,
quando um anjo o acorda ele vê mais uma vez o sobrenatural de Deus acontecer
em sua vida; ele vê um pão cozido sobre pedras em brasa e uma botija de água
 então ele come pão e bebe água celestiais, tanto é assim, que a força
daquela comida o sustenta pelo caminho de quarenta dias até o monte Horebe,
o monte de Deus. Que maravilha! “E deitou-se, e dormiu debaixo do zimbro; e
eis que então um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te, come. 6 E olhou, e
eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma botija
de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se. 7 E o anjo do Senhor tornou
segunda vez, e o tocou, e disse: Levanta-te e come, porque te será muito
longo o caminho. 8 Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela
comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus

 
 
A EXAUSTÃO DO STRESS DO SUCESSO
         I Reis 18:41 - 19:1-21

Elias era homem semelhante aa nós!
 
1 – Orou – e Deus deu chuva!
 
2 – Cansou – e entrou em depressão!
 
 
I – O contexto histórico:
 
 
1 – Cansaço espiritual – os deuses
 
2 – Cansaço psicológico – a matança e a solidão!
 
3 – A ansiedade pela chuva era maior que a certeza do fogo (18:41-44)
 
4 – A alegria da chuva se misturou ao cansaço – então, a ameaça de Jezabel o
atingiu: O sucesso da História tem outra História no coração?
 
5 – Elias correu 25 Km (Carmelo – Jezreel), andou 160 de Jezreel a Berseba:
caiu de exaustão – come comida de anjo – e andou mais 350 Km em 40 dias e
noites!
 
 
II – Quem suporta tal stress?
 
Nem Elias! Foi Deus quem fortaleceu Elias para que  ele chegasse ao lugar de
silêncio!
 
III – O que aprendemos para nós?
 
1 - Todos e tudo têm os seus limite, não importa a nobreza da missão nem a
sinceridade do homem!
 
2 – Todo pico de sucesso se faz suceder pelo abismo de solidão!
 
3 – Na exaustão quem enfrentou uma Nação foge ao balanço de uma saia!
 
4 – O caminho de Deus inclui alimentar-nos até ao lugar solitário – anjos!
 
5 – A auto-avaliação de Elias era a de quem dizia: E agora? Para onde ir?
 
6 – O espetáculo das manifestações de Deus têm a favorabilidade de ensinar
que a briga tem sua hora para a alma.
 
7 – A cura de Deus é soprar e mandar levantar: encontrar outros: Eliseu!
 
8 – Elias não queria mais viver na terra! Deus o atendeu, mas antes o curou!
Mandou carruagens de fogo.
 
Assim: Leia Tiago 5:17-18: “Elias era homem sujeito às mesmas paixões que
nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três anos e seis meses, não
choveu sobre a terra. 18 E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra
produziu o seu fruto. “ Os tempos da História nem sempre se alinham com os
tempos.
 
 
03. ESPÍRITO DE SENSUALIDADE
 
 
Judas 22 e 23 “E apiedai-vos de alguns que estão na dúvida usando de
discernimento; E salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando
até a roupa contaminada pela carne.”
 
Há quanto tempo não ouvimos um sermão sequer nos púlpitos das igrejas
confrontando as pessoas, quanto ao uso e costumes dentro das igrejas.
Estamos fazendo dos templos, verdadeiras passarelas de desfiles de modas,
São Paulo Fashion Week perde de longe, as nossas roupas mundanas carregadas
de sensualidade, instigando homens e mulheres ao pecado. Roupas
transparentes, ou coladas mostrando todas as curvas do corpo, temos sido
pedras de tropeços, dentro e fora da Igreja, no trabalho, nos shoppings, nas
escolas, nas faculdades, somos verdadeiros “açougues” ambulantes. Êta
espírito terrível!
 
Não pregamos no púlpito sobre estes temas porque podemos ofender as pessoas,
e não importamos se estamos ofendendo a Deus. Deus quando mata um cordeiro
no Éden e faz roupas para Adão e Eva, ele queria tapar a nudez do homem,
queria cobrir as nossas vergonhas, enquanto hoje, as nossas roupas quanto
mais curtas, mais transparentes, mais justas para destacar a silhueta do
corpo, para nos deixar mais desnudados, melhor para nós. Deus veste o homem,
e o homem faz roupas para ficar mais pelado, que legal!
 
Outro detalhe importante são as roupas de hoje, se você olhar um indivíduo
pelas costas, você não sabe diferenciar qual é o sexo. Homens vestem roupas
peculiares às mulheres e vice-versa.
 
Também queremos criticar as roupas e as formas de danças introduzidas em
nossos cultos. Quero deixar claro que as danças são bíblicas, e não sou
contra elas, pois Davi e outros tantos servos de Deus dançaram para o Senhor
 mas são umas coreografias tão estranhas de moças e rapazes; rapazes com
trejeitos efeminados e moças com gestos masculinizados, a coisa está pegando
fogo, do jeito que o capeta gosta, sem nenhuma diferença dos programas de
auditório mundanos da televisão brasileira. Mas que tipo de danças, com
quais as vestimentas que dançavam para adorar ao Senhor?
 
Devemos ter cuidado e sobretudo grande temor de Deus nestes últimos dias,
pois estamos partindo para o extremo da libertinagem carnavalesca, para
fazer corar o rosto dos “Joãozinhos trinta da vida” e fazer inveja a
qualquer turista que vem assistir nossos cultos. Afinal, turistas do mundo
inteiro não vem ao Brasil assistir os desfiles de carnaval na Marquês de
Sapucaí; também muitos turistas vem para as igrejas assistir nossos desfiles
de carnalidade dentro das nossas igrejas locais, só falta mesmo a bateria e
o samba enrrêdo.
 
Aqui vemos como a Igreja se colocou a Si mesma no lugar que pertence
primordialmente a Yehoshua Há’Mashyach; utiliza da sua posição para
continuar a obra de Balaão. A obra de Jezabel consiste em pôr o povo de Deus
em ligação com o mundo e induzi-lo à prática da idolatria.
 
 
Você sabe quais são as duas grandes características do Cristianismo? Então
Vamos então a elas:
 
01.     Tem um SENHOR que foi rejeitado pelo mundo, mas que está assentado a
destra de Deus, esperando o momento em que o Pai ponha Seus inimigos por
escabelo dos Seus Pés(Efésios 1:21-23). E A Igreja amada são os pés do
Senhor que tem pisado na cabeça da serpente ao longo dos anos. Aleluias!
 
02.     A Presença do Espírito Santo de Deus, enviado pelo Filho Amado, como
seu substituto, para consolar, confortar, exortar, ensinar, aqui nesta terra
 conforme João 16:7.
 
A Igreja recusou estes dois fatos. No entanto, O Mashyach(Messias) O Cristo
de Deus, foi morto e está ausente e o diabo presente; ela tomou um lugar
predominante na terra, arrogando-se o direito de exercer a mais alta
autoridade. Veja como isto tem ocorrido na prática. Há pecados que o Clero,
o Conselho, O Presbitério, o Supremo Concílio, não perdoa, pelo contrário
execra o indivíduo que o comete, enquanto Deus no Seu Infinito Amor e
Misericórdia já perdoou em Yehoshua Há’Mashyach.
 
E deste modo arroga-se o direito à autoridade e aos direitos do Divino
Representante do Senhor Yehoshua.
 
E, eu pergunto: Não será sintomática a forma como o Senhor Se apresenta a
esta a esta Igreja? “Isto diz o Filho de Deus”. Há alguma coisa que
sobressaia mais nos ensinamentos romanos do que rebaixar o Senhor à condição
de Filho de Maria? Exaltam Maria acima D’Ele, e se O reconhecem como Filho
de Deus é para dar maior glória à Maria – é  A MÃE DE DEUS e a rainha do céu

Nesta carta a corrupção é demasiada: o Senhor não espera a conversão do
conjunto. Todavia, ainda que seja tirado o Candelabro(castiçal) do seu lugar
 porque o Senhor não pode reconhecê-la como Seu testemunho, ela permanecerá
até que o Senhor venha. No capítulo 17 de Apocalipse, voltamos a encontrá-la

 
Mensagem à Igreja em Tiatira
 
01.   Louvor: Caridade, Amor, Serviço e Fé.
 
02.   Repreensão: Tolerância com os Mestres corruptos.
 
03.   Título de Cristo: Aquele que tem os Olhos como chamas de fogo, e o que
tem os pés como latão(simbolizando o tipo do Juízo).
 
04.   Referência Histórica: Tiatira era uma cidade próspera, célebre por
seus grêmios comerciais. Ser membro de um destes grêmios significava muitos
privilégios. Talvez haja uma admoestação aos comerciantes Cristãos a não se
unirem com sociedades pagãs que participam de costumes idólatras(v.20).
 
 
SARDES
 
A Capital do antigo reino da Lídia, situada a 48 km ao sul de Tiatira. O
culto ao Imperador Romano era muito forte também ali. Era situada sob um
contraforte do monte Tmolo, no Vale do Hermom, perto da junção das estradas
da Ásia Menor central, ligando Éfeso, Esmirna e Pergamo. Creso  era o
governador, e ali fora a sede do governo após a conquista Persa. Era uma
cidade renomada por suas artes e ofícios, e era o primeiro centro para
cunhar moedas de prata e de ouro. Os reis da Lídia eram tão ricos, que o
nome de Creso tornou-se símbolo de riquezas fabulosas, e dizia-se ainda que
as areias do Rio Pactolo eram de ouro. Creso também se tornou símbolo
lendário de orgulho e de arrogância presunçosa, quando seu ataque contra a
Pérsia provocou a queda de Sardes e o eclipse do seu reino.
 
A captura da grande cidadela por Ciro e seus persas, por meio de um ataque
de surpresa em 549 a.C., e um incidente semelhante três séculos mais tarde,
na invasão romana, pode ser a situação aludida na advertência dada por João
em Apocalipse 3:3 “Lembra-te, pois, de como tens recebido e ouvido, guarda-o
 e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não
conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti.” .O grande Terremoto
de 17 d.C. arruinou Sardes física e financeiramente. Os romanos contribuíram
com 10.000.000 sesterces em alívio aos flagelados, uma soma altíssima que
revela a enormidade dos danos, mas a cidade nunca mais se levantou.
 
Aqui agora, temos um novo princípio. Não encontramos nesta igreja os grandes
pecados de Tiatira. Não se requere o reconhecimento da infalibilidade nem há
doutrina pervertida, nem perseguições aos santos, nem pretensão à mais alta
autoridade do mundo. Em Sardes, o mal é negativo – não há vida.  Apocalipse
3:1 “E AO anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os
sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens
nome de que vives, e estás morto.” Estás morto, isto é desprovido de Vida e
de Poder Espiritual. Há muitas Igrejas hoje vivendo na prática este contexto
espiritual.
 
Com a Reforma implementada por Matinho Lutero, Deus abriu os olhos de muitos
para a perversão da Igreja; e, mediante a Sua bendita obra, estabeleceu um
novo testemunho, que não se contaminou com as abominações do papado romano.
Porém, ela não guardou o que o Senhor lhe deu. Esta é a razão do seu juízo.
Há um remanescente que é Fiel, “que não contaminaram suas vestiduras”, isto
é, pessoas que tinham permanecido fiéis a Cristo. “Tens o Nome de que vives,
e estás morto” De que vale uma confissão ortodoxa, senão há vida de Deus?
 
O princípio da reforma foi um Ato de Fé; mas depressa se juntou o elemento
político corrompido.
 
Roma tinha causado muito descontentamento por meio da sua vara de ferro. E
muitos serviram-se da Reforma como uma arma política contra Roma. Quão
difícil era rejeitar este auxílio! Príncipes, políticos, e soldados
ofereciam-lhe o seu apoio. Desprezá-lo significava expor-se ainda mais às
perseguições de Roma; por isso aceitou o auxílio dos poderes mundiais..
submeteu-se do mesmo modo.
 
Tiveram assim a sua origem as igrejas reformadas nacionais; porém não era a
Igreja de Deus, mas um mundo mais ou menos cristianizado, no qual achavam
dispersos os cristãos. Nara era a Igreja reinando no mundo, como no caso de
Roma, mas a Igreja apoiando-se e sujeitando-se praticamente às benesses dele

Embora o Senhor não possa reconhecer Sardes como o Seu Testemunho, ela
ficará até à Sua Segunda vinda. Porém, Deus reconhece Filadélfia como o Seu
Testemunho.
 
Mensagem à Igreja em Sardes
 
01.   Louvor: Obras, embora sejam estas imperfeitas.
 
02.   Repreensão: Morte espiritual.
 
03.   Título de Cristo: a uma igreja que estava morta espiritualmente,
Cristo é o que tem as sete estrelas – igrejas – em suas mãos, também os sete
Espíritos de Deus cujo poder pode trazer o tão sonhado avivamento a essas
igrejas.
 
04.   Promessas ao Vencedor: Será vestido com roupas brancas e Yehoshua
confessará o seu nome diante do Pai.
 
05.   Referência Histórica: “Virei como ladrão” Sardes foi, como já falamos
anteriormente, a cena da derrota final de Creso, o grande rei da Lídia,
quando os Persas atacaram a cidade. No ano 546 a.C., pensando que estava
absolutamente seguro em sua cidade, que era considerada inexpugnável, o rei
descuidou-se de por uma guarda. Encontrando um lugar não guardado, onde a
chuva tinha deixado uma abertura na pedra pouco resistente, os persas
subiram um a um e tomaram a cidade. Assim, caiu o grande império Lídio, numa
única noite de negligência, o ladrão veio.
 
 
FILADÉLFIA
A Igreja do Amor Fraterno
 
Esta Igreja é caracterizada por duas coisas:
 
01.   ter guardado a Palavra de Deus.
 
02.   não ter negado o Nome do Senhor Yehoshua Há’Mashyach.
 
Estas são as características do poderoso movimento operado pelo Espírito
Santo depois das guerras Napoleônicas. Em muitos países, em todas as Igrejas
nacionais, o Espírito Santo de Deus vivificou montões de ossos que estavam
sequíssimos. Muitos saíram destas instituições humanas para voltar à Palavra
e ao Nome do Senhor Yehoshua Há’Mashyach.
 
Decerto, nem todos romperam inteiramente com as organizações e sistemas
humanos; nem todos tinham igual medida de luz acerca dos pensamentos de Deus
 Mas havia uma inclinação geral para atuar conforme a luz que cada uma
possuía, segundo os princípios divinos. Quão sensíveis se sentem os nossos
corações ao pensarem nesses homens que se consagraram completamente ao
serviço de Deus para receber sabedoria, retornando depois, com fé
inquebratável, e com o Senhor, ao caminho desconhecido!
 
Em Apocalipse 3:7-13 “E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve:
Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que
abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre: 8 Conheço as tuas obras; eis
que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca
força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome. 9 Eis que eu
farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas
mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e
saibam que eu te amo. 10 Como guardaste a palavra da minha paciência, também
eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para
tentar os que habitam na terra. 11 Eis que venho sem demora; guarda o que
tens, para que ninguém tome a tua coroa. 12 A quem vencer, eu o farei coluna
no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do
meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu
 do meu Deus, e também o meu novo nome. 13 Quem tem ouvidos, ouça o que o
Espírito diz às igrejas.” Vemos o que o Senhor pensava acerca deste
movimento. Filadélfia e Esmirna são as únicas cartas nas quais não se
mencionam coisas reprováveis. O Senhor mesmo apresenta-SE aos vencedores e
dá-lhes as mais preciosas promessas.
 
Filadélfia é a igreja que retorna à ortodoxia dos apóstolos. Filadélfia
também fez uma curva, desta vez, de volta à posição inicial da Bíblia. A
virada da restauração começou com Sardes e foi completada com Filadélfia.
Agora a igreja está de novo na mesma linha reta que a era dos apóstolos.
Filadélfia saiu de Sardes. Ela nem a Igreja Católica Romana nem as Igrejas
Protestantes, mas continua a igreja da era dos apóstolos. Mas tarde veio
Laodicéia, a qual veremos no próximo capítulo. Agora gastaremos algum tempo
para ver o que Filadélfia é, a fim de termos clareza com relação ao seu
significado.
 
Entre as sete igrejas, cinco são repreendidas e duas não. As duas não
repreendidas são Esmirna e Filadélfia. O Senhor aprova só essas duas. É
realmente notório que as palavras faladas pelo Senhor a Filadélfia são muito
parecidas com as que foram faladas a Esmirna. O problema de Esmirna era o
judaísmo, e em Filadélfia também havia judaísmo. À Igreja em Esmirna o
Senhor diz: “Para serdes postos a prova”, enquanto para em Filadélfia o
Senhor diz: “Eu te guardarei da hora da provação que deve vir sobre o mundo
inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra”. O Senhor também
fala às duas igrejas com relação à coroa. Para Esmirna ele diz: “Dar-te-ei a
coroa da vida”, enquanto para Filadélfia ele diz: “Conserva o que tens, para
que ninguém tome a tua coroa”. As duas igrejas têm estes dois pontos
semelhantes para mostrar que elas estão na mesma linha, isto é, na linha da
ortodoxia da igreja apostólica.
 
A Igreja em Sardes foi uma restauração, mas não completa (foi uma
restauração que não foi bem feita). Mas Filadélfia restaurou até o ponto de
satisfazer o desejo do Senhor. A igreja em Filadélfia não só não é censurada
como também é louvada. A linha reta que desenhamos é a linha dos escolhidos,
sabemos, evidentemente, que aquela que o Senhor escolheu foi Filadélfia.
Filadélfia continua a ortodoxia dos apóstolos. Ela recuperou Esmirna.
Portanto, as palavras do Senhor a ela são para guardar e obedecer. A virada
de Pergamo e Tiatira foi tão grande que quando Sardes apareceu, embora
agisse extraordinariamente bem, não recobrou a perfeição. Embora se voltasse
em direção à restauração, ela não conseguiu atingir o alvo. Filadélfia é uma
restauração completa. Precisamos ver isso claramente.
 
Filadélfia, em grego, é composta de duas palavras: o significado de uma é
amar um ao outro, e o significado da outra é irmão. Assim, Filadélfia
significa amor fraternal. Amor fraternal é a profecia do Senhor. Sacrifício
é a característica principal de Tiatira e é cumprida na Igreja Católica
Romana. Restauração é a característica de Sardes e é cumprida nas igrejas
protestantes. Agora o Senhor diz-nos que há uma igreja que está
completamente restaurada e é por Ele louvada. Os que lêem a Bíblia
levantarão a questão: “ quem é ela na atualidade? Onde podemos encontrá-la
na historia?” Não deixemos esta questão passar facilmente.
 
Já falamos do comportamento dos nicolaítas e do ensinamento dos nicolaítas
nas Igrejas em Éfeso e Pergamo. Além disso, já mostramos que eles
representam uma casta de sacerdotes. Entre os israelitas, os levitas podem
ser os sacerdotes e o restante não pode. Mas na igreja todos os filhos de
Deus são sacerdotes. A primeira Epístola de Pedro 2 e Apocalipse 5 nos dizem
claramente que todos os comprados com o sangue são sacerdotes (vs. 9,10).
Todavia, os nicolaítas criaram o emprego de sacerdote. O Laicato (crentes
comuns ou leigos) deve ir ao mundo ter uma ocupação e executar negócios
seculares. Os sacerdotes estão acima do laicato e encarregam-se dos negócios
espirituais. Os judeus têm o judaísmo, e os nicolaítas desenvolveram o
comportamento, tornando-o ensinamento.
 
Veja a classe dos padres. Eles podem encarregar-se dos assuntos  espirituais
 enquanto outros cuidam de assuntos seculares. A imposição de mãos é assunto
deles; somente eles podem abençoar. Se tenho de indagar sobre certo assunto,
eu mesmo não posso perguntar a Deus, antes devo pedir lhes que perguntem a
Deus por mim. Na época de Sardes a situação melhorou. O sistema de padres
foi abolido, mas o sistema clerical surgiu para tomar o seu lugar. Nas
Igrejas protestantes, há as rigorosíssimas igrejas estatais, e há também as
igrejas privadas dispersas. Contudo, quer seja na igreja do estado ou na
igreja privada, a existência da classe mediadora é sempre vista. A primeira
tem o sistema clerical, enquanto a ultima tem o sistema pastoral. Em relação
a esse sistema de classe sacerdotal, quer sejam chamados de padres, clérigos
ou de pastores, é algo rejeitado pelo Senhor.
 
As igrejas protestantes são uma mudança de forma na continuação do
ensinamento nicolaíta de Pérgamo. Embora nas igrejas protestantes ninguém
seja chamado de padre, todavia os clérigos e os pastores são exatamente
iguais em princípio. Mesmo se mudarmos o nome deles e chamá-los obreiros,
enquanto permanecerem na mesma posição, eles tem o mesmo sabor.
 
Já expusemos bastante as Escrituras como base para mostrar que todos somos
sacerdotes. Mas agora há uma controvérsia entre Deus e os homens. Desde que
Deus diga que cada um na igreja está qualificado para ser sacerdote, por que
os homens dizem que a autoridade espiritual está unicamente nas mãos de uma
classe mediadora, tal como a dos padres? Todos os redimidos com o sangue são
sacerdotes. Por que o Senhor não repreendeu Filadélfia, mas antes a louvou?
Lembre-se que o inicio da classe mediadora foi em Pérgamo e a prática foi em
Roma. Eles têm o papa que exerce domínio sobre eles, têm os altos oficiais
exercendo autoridade sobre eles, e têm altos oficiais do Vaticano (a
igreja-palácio) etc. Mas o Senhor diz: “Vós todos sois irmãos.” Apeguem-se a
Mateus 20:25;23:8.  É verdade que na Bíblia há pastores, mas a Bíblia não
tem o sistema de pastores. Além disso, a palavra pastor é uma  tradução; no
texto original significa guardador de gado. Você pode chamá-lo de guardador
de ovelhas ou guardador de gado. O Senhor diz: “Vocês não devem ter mestres
entre vocês, e não devem ter padres”.
 
Mas vejam como a Igreja Católica Romana chama os padres de “padre”, e as
igrejas protestantes chamam os pastores de “pastor”. No século dezenove
realizou-se um grande reavivamento que aboliu a classe mediadora. Após
Sardes, uma grande restauração aconteceu: na igreja os irmãos amavam um ao
outro e a classe mediadora foi abolida. Esta é Filadélfia. Em 1825, em
Dublin, capital da Irlanda, houve muitos crentes cujo coração foi movido por
Deus para amar todos os filhos do Senhor, não importando em qual denominação
estivessem. Este tipo de amor não foi frustrado pelos muros da denominação.
Eles começaram a ver que a Palavra de Deus diz que há apenas um corpo de
Cristo, não obstante em quantas seitas os homens possam dividi-lo. Eles
continuaram  lendo as Escrituras e viram que o sistema de um homem
administrando a igreja e de um homem pregando não é bíblico. Então eles
começaram a reunir-se a cada domingo para partir o pão e orar.
 
O ano de 1825 foi (após mais de mil anos de Igreja Católica Romana e várias
centenas de anos de igrejas protestantes) a primeira vez em que houve um
retorno à adoração simples, livre e espiritual conforme as Escrituras. No
inicio eram duas pessoas; mais tarde, quatro ou cinco. Esses crentes, aos
olhos do mundo, eram inferiores e desconhecidos. Mas eles tinham o Senhor no
meio deles e a consolação do Espírito Santo. Eles permaneceram sobre a base
de duas claras verdades: primeiramente, que a igreja é o Corpo de Cristo e
que este Corpo é apenas um; em segundo lugar, no Novo Testamento não havia
sistema clerical. Portanto, todos os ministros da palavra estabelecidos
pelos homens não são bíblicos. Eles acreditavam que todos os verdadeiros
crentes são membros deste único Corpo. Recebiam calorosamente todos os que
vinham para o seu meio, não importando a que denominação pertencessem. Não
tinham preconceito contra qualquer seita. Eles criam que todos os
verdadeiros crentes tinham a função de sacerdote; portanto todos podem
entrar livremente no Santo dos Santos. Eles também acreditavam que o Senhor
Ascenso concedera diversos dons à igreja para o aperfeiçoamento dos santos,
para a edificação do Corpo de Cristo.
 
Portanto, eles foram capazes de renunciar aos dois pecados do sistema
clerical (oferecer sacrifício e pregar a Palavra). Estes princípios
capacitaram-nos a dar boas vindas a todos os que estão em Cristo como seus
irmãos e a estarem abertos a todos os ministros da Palavra ordenados pelo
Espírito Santo para servir. Durante essa época, havia um clérigo na Igreja
Anglicana, chamado John Nelson Darby, que estava muito insatisfeito com sua
posição na sua própria igreja, acreditando que ela não era bíblica. Ele
também se reunia freqüentemente com os irmãos, embora nessa época ele ainda
usasse as vestes do clero e fosse um clérigo da Igreja Anglicana. Ele era um
homem de Deus, um homem de grande poder e um homem disposto a sofrer. Ele
também era um homem espiritual que conhecia a Deus e a Bíblia, e julgava a
carne. Em 1827 ele, oficialmente, deixou a Igreja Anglicana, tirou o
uniforme de Clérigo e tornou-se um simples irmão reunindo-se com os irmãos.
 
Originalmente o que os irmãos viram foi um tanto limitado, mas quando Darby
se juntou oficialmente a eles, a luz do céu verteu como uma torrente. Em
muitos aspectos a obra de Darby foi parecidas com a de Wesley, mas suas
atitudes em relação à Igreja Anglicana foram totalmente diferentes. No
século anterior, Wesley sentiu que não poderia ter paz deixando a igreja
estatal; um século mais tarde, Darby sentiu que não poderia ter paz
continuando na Igreja Anglicana. Mas quanto ao zelo, à sinceridade e à
fidelidade, eles foram muito parecidos em muitos aspectos.
 
Foi neste mesmo ano que J.G.Bellett também compareceu às reuniões. Ele
também era um homem extraordinariamente profundo e espiritual. Essas
reuniões, que eram simples, contudo bíblicas, comoveram-no profundamente. A
respeito da condição nessa época, ele disse: “Um irmão acabou de dizer-me
que lhe ficou óbvio nas Escrituras que os crentes reunindo-se juntos como
discípulos de Cristo, eram livres para partir o pão juntos, como o Seu
Senhor os advertira; e que, até onde a prática dos apóstolos pode ser um
guia, todo domingo deve ser separado para assim lembrar a morte do Senhor e
obedecer o que Ele exigiu ao partir.”
 
Em outra ocasião J.G. Bellett disse: “Caminhando certa ocasião com um irmão,
enquanto descíamos a rua Lower Pembroke, ele me disse: Não tenho dúvidas de
que este é o propósito de Deus com relação a nós - devemos estar juntos com
toda simplicidade como discípulos, não servindo em qualquer púlpito ou
ministério, mas confiando que o Senhor nos edificará ministrando, uma vez
que Ele se agradou de nós e nos viu com bons olhos”. No momento que  ele
falou
estas palavras, fiquei certo de que minha alma recebeu o entendimento
correto, e aquele momento eu lembro como se fosse ontem, e posso
descrever-lhe o lugar.
 
Foi o dia da grande revelação da minha vida, permitam-me falar assim, como
um irmão.” Foi assim que os irmãos gradativamente prosseguiam, recebiam
revelação e viam a luz. Depois de um ano, em 1828, Darby publicou um livrete
chamado a Natureza e a unidade da Igreja de Cristo. Este livrete foi o
primeiro entre milhares de livros publicados pelos irmãos. Neste livro Darby
declara claramente que os irmãos não tinham intenção de fundar uma nova
denominação ou união de igrejas. Ele disse: “Em primeiro lugar, não é uma
união formal de grupos publicamente conhecidos que é desejável; realmente é
surpreendente que protestantes ponderados possam desejá-la: longe de estar
fazendo o bem, creio que seria impossível que tal corpo fosse pelo menos
reconhecido como a Igreja de Deus. Seria uma cópia da unidade da Católica
Romana; perderíamos a vida da Igreja e o poder da Palavra, e a unidade da
vida espiritual seria totalmente eliminada(...) A unidade verdadeira é a
unidade do Espírito, e ela deve ser trabalhada pelo operar do Espírito(...)
Nenhuma reunião, que não concebe incluir todos os filhos de Deus na base
completa do Reino do Filho, consegue encontrar a plenitude da benção, porque
ela não a contempla porque a sua fé não a inclui(...) Onde dois ou três
estão reunidos em Seu nome, Seu nome é lembrado ali para benção(...)” “Além
do mais, a unidade é a glória da Igreja; mas a unidade para assegurar e
promover nossos próprios interesses não é a unidade da Igreja, mas uma
confederação e negação da natureza e esperança da Igreja.
 
A unidade, que é da Igreja, é a unidade do Espírito e somente pode estar nas
coisas do Espírito; e, portanto, só pode ser aperfeiçoada nas pessoas
espirituais”. Mas que deve fazer o povo do Senhor? Deixe-os esperar no
Senhor, e esperar de acordo com o ensinamento do Seu Espírito, e em
conformidade à imagem, pela vida do Espírito, do Seu Filho. Deixe-os seguir
seu caminho pelas pegadas do rebanho, se quiserem saber aonde o bom pastor
alimenta Seu rebanho ao meio-dia”. Em outro lugar Darby disse: “Porque a
nossa mesa é a mesa do Senhor, não a nossa, recebemos todos os que Deus
recebe, todos pobres pecadores fugindo para o Senhor como refúgio, não
descansando em si mesmos, mas somente em Cristo.
 
Foi neste mesmo tempo que Deus operou simultaneamente na Guiana Inglesa e na
Itália, levantando o mesmo tipo de reuniões. Em 1829 havia também reuniões
na Arábia. Em 1830, em Londres, Plymouth e Bristol, na Grã-Bretanha também
havia reuniões. Mais tarde, muitos lugares nos Estados Unidos tinham
reuniões, e no continente da Europa havia também muitas reuniões.Não muito
depois, em quase todo lugar no mundo, todos os que amavam o Senhor estavam
se reunindo desta maneira. Embora não houvesse união exterior, contudo todos
foram levantados pelo Senhor.
 
Uma característica que marcou  o aparecimento desses irmãos foi que aqueles
que tinham títulos e domínio abandonaram seus títulos e domínio, os com
posição abandonaram a posição, aqueles que tinham diplomas rejeitaram seus
diplomas, e todos abandonaram qualquer classe ou posição mundanas na igreja
e tornaram-se simplesmente os discípulos de Cristo e irmãos uns dos outros.
Exatamente como a palavra padre é largamente usada na Igreja Católica Romana
e reverendo nas igrejas protestantes, assim a palavra irmãos é comumente
usada no meio deles. Eles foram atraídos pelo Senhor e então reuniam-se; por
causa do amor deles pelo Senhor, eles espontaneamente amavam uns aos outros.

Com o passar dos anos, entre estes irmãos Deus deu muitos dons para Sua
Igreja. Além de J.N. Darby e J.G. Bellett, Deus também concedeu ministérios
especiais para muitos irmãos para que Sua Igreja pudesse ser suprida. George
Muller, que estabeleceu um orfanato, restaurou a questão de orar com fé.
Durante sua vida ele recebeu 1.500.000 vezes respostas de orações. C.H.
Mackintosh, que escreveu as notas sobre o Pentateuco, restaurou o
conhecimento dos tipos, as prefigurações. D.L. Moody disse que se todos os
livros do mundo inteiro fossem queimados, ele ficaria satisfeito em ter
apenas uma cópia da Bíblia e uma coleção das notas de C.H.Mackintosh sobre o
Pentateuco. James G. Deck deu-nos muitos bons hinos.
 
George Cutting restaurou a certeza da salvação. Seu livrete “Segurança,
Certeza e Desfrute” teve trinta milhões de cópias vendidas, em 1930; além da
Bíblia este foi o livro mais vendido. William Kelly foi um expositor; ele
foi descrito por C.H. Spurgeon como aquele que tinha a mente tão grande
quanto o universo. F.W. Grant foi o mais entendido sobre a Bíblia nos
séculos dezenove e vinte. Robert Anderson foi o homem que melhor conheceu o
Livro de Daniel recentemente. Charles Stanley foi quem melhor levou as
pessoas à salvação pregando a justiça de Deus. S.P. Tregelles foi o famoso
filologista do Novo Testamento. A história da igreja por Andrew Miller foi a
mais bíblica entre as muitas histórias da igreja. R.C. Chapman foi um homem
grandemente usado pelo Senhor. Estes foram os irmãos daquela época. Além
desses, se fôssemos contar minuciosamente outros entre os irmãos, o número
de todos os que foram muito usados pelo Senhor ultrapassaria a mil.
 
Agora veremos o que esses irmãos nos deram: eles nos mostraram quanto o
sangue do Senhor satisfaz a justiça de Deus; a certeza da salvação; como o
mais fraco crente pode ser aceito em Cristo, assim como Cristo foi aceito, e
como crer na Palavra de Deus, como a base da salvação.
 
Desde que começou a história da Igreja, nunca houve um período em que o
evangelho tenha sido mais claro do que naquela época. Além disso, também
foram eles que nos mostraram que a Igreja não pode ganhar o mundo inteiro,
que a Igreja tem um chamamento celestial e que a Igreja não tem esperança
terrena. Foram eles também que abriram as profecias pela primeira vez,
fazendo-nos ver que a volta do Senhor é a esperança da Igreja. Foram eles
que abriram o livro de Apocalipse e o livro de Daniel e mostraram-nos o
Reino, a tribulação, o arrebatamento e a noiva. Sem eles conheceríamos hoje
uma pequena porcentagem das coisas futuras.
 
Foram eles também que nos mostraram o que é a lei do pecado, o que é ser
libertado, o que é ser crucificado com Cristo, o que é ser ressuscitado com
Cristo, como ser identificado com o Senhor pela fé e como ser transformado
diariamente por contemplar o Senhor. Eles nos mostraram o pecado das
denominações, a unidade do Corpo de Cristo e a unidade do Espírito Santo.
Foram eles que nos mostraram a diferença entre o judaísmo e a Igreja.
 
Na Igreja Católica Romana e nas igrejas protestantes, esta diferença não é
facilmente vista, mas eles fizeram-nos vê-la de maneira nova. Eles também
nos mostraram o pecado da classe mediadora, mostraram que todos os filhos de
Deus são sacerdotes e que todos podem servir a Deus. Foram eles que
restauraram o princípio de reuniões de 1 Coríntios 14, expondo-nos que
profetizar não está baseado em ordenação, mas no dom do Espírito Santo. Se
fôssemos enumerar tudo o que eles restauraram, poderíamos muito bem dizer
que nas genuínas igrejas protestantes de hoje não há sequer uma verdade que
não tenha sido restaurada por eles ou que não tenha sido eles quem as
restauraram ainda mais.
 
Não é de admirar-se que D.M. Panton tenha dito: “O movimento dos irmãos e
seu significado é muito maior que o da Reforma.” Thomas Griffith disse:
“Entre os filhos de Deus, eles foram os mais qualificados para corretamente
dividir a palavra da verdade.” Henry Ironside disse: “Quer sejam os que
conheceram os irmãos, quer sejam os que não conheceram os irmãos, todos os
que conheceram a Deus têm recebido ajuda deles direta ou indiretamente.
 
Esse movimento foi maior do que o movimento da Reforma. Podemos também dizer
que a obra de Filadélfia é maior que a obra da Reforma. Filadélfia nos dá
aquilo que a Reforma não nos deu. Agradecemos ao Senhor que o problema da
igreja foi solucionado pelo movimento dos irmãos. A posição dos filhos de
Deus foi, por ele, praticamente restaurada. Portanto, tanto em quantidade
como em qualidade ela é maior que a Reforma. Por outro lado, notamos que o
movimento dos irmãos não é tão famoso quanto a Reforma.
A Reforma foi realizada com espada e lança, enquanto o movimento dos irmãos
foi realizado pela pregação. Por causa da Reforma muitos perderam a vida nas
guerras da Europa. Outra razão pela qual a Reforma é famosa foi seu
relacionamento com a política. Muitas nações, por meio da Reforma,
livraram-se politicamente do poder de Roma. Qualquer coisa que não seja
relacionada à política não é facilmente conhecida pelos homens. Além disso,
os irmãos viram duas coisas: uma, é o que chamamos de mundo organizado, isto
é, o mundo psicológico, mas também, ao mesmo tempo, o mundo do cristianismo,
que é representado pelas igrejas protestantes. Essa é a razão porque eles
nem mesmo eram conhecidos nas igrejas protestantes, pois eles não apenas
saíram do mundo do pecado, mas também do mundo do cristianismo.
 
A partir da época deles os homens conheceram o que é a Igreja, que a Igreja
é o Corpo de Cristo, que os filhos de Deus são uma Igreja e que não deveriam
estar divididos. A ênfase deles era nos irmãos e no verdadeiro amor de uns
pelos outros. O Senhor Jesus diz que uma igreja aparecerá cujo nome é
Filadélfia. Agora observemos Apocalipse: “Ao anjo da igreja em Filadélfia
escreve”. Filadélfia é amor fraternal. Por que o Senhor louva Filadélfia?
Ele diz que ela é amor fraternal; assim, a posição mediadora foi
completamente anulada. Em Cristo não há homem nem mulher, em Cristo não há
irmãs. Somos irmãos, não irmãs. Então, as irmãs perguntarão: “Quem somos
nós?” Somos todos irmãos. Por que somos irmãos? Porque todos temos a vida de
Cristo. Hoje há muitos homens no mundo, mas eles não são nossos irmãos.
 
Um homem é um irmão, não porque é um homem, mas porque há nela a vida de
Cristo. Desde que eu também tenha a vida de Cristo em mim, somos irmãos
Quando ressuscitou e estava para ascender aos céus, o Senhor disse:” subo
para o meu Pai e vosso Pai” (Jo 20:17). Em João 1, Ele é o Filho unigênito
de Deus; em João 20, Ele é o Filho primogênito de Deus. No capítulo 1 Deus o
tem como o único filho; no capitulo 20 sua vida foi dada aos homens, por
isso, Ele é o Filho primogênito e todos nós somos irmãos. Pela morte e
ressurreição o Filho unigênito de Deus tornou-se o filho primogênito.
 
Podemos ser irmãos porque recebemos sua vida. Porque todos temos recebido a
vida de Cristo, somos todos irmãos.Um homem é um irmão porque recebeu a vida
de Cristo; uma mulher é um irmão porque também ela recebeu a vida de Cristo;
então, todos são irmãos. Todas as epístolas foram escritas aos irmãos, não
as irmãs. Individualmente falando, há irmãs, mas em Cristo há somente irmãos
 Por causa desta vida todos nos tornamos os filhos de Deus. Todos os
“filhos” e “filhas” do Novo Testamento deveriam ser traduzidos como “filhos”
 Além da menção em 2 Coríntios 6:18,  Deus não tem filhos e filhas. Em
Cristo todos estão na posição de irmãos. Em Xangai havia um irmão que era
pedreiro. Certa vez, quando eu estava lá, eu lhe disse: “Vá e chame algum
irmão para entrar”; Ele replicou: “Você quer que eu chame os irmãos
masculinos ou femininos?” Este foi um homem ensinado por Deus. Dirigimo-nos
as irmãs, quando nos dirigimos a indivíduos, mas em Cristo não há distinção
entre homem e mulher.
 
Na Igreja também não há escravo nem livre. Não é porque alguém é um mestre,
que a vida que ele recebeu é maior, ou porque eu sou um escravo, portanto a
vida que recebi é menor. No passado, lembro-me que certo irmão me disse: “Os
locais de reuniões tem um aspecto pobre. É melhor prepararmos um lugar
especialmente aos oficiais do governo.” Repliquei: “Que você colocaria sobre
a placa?” Esta não seria a Igreja de Cristo; seria a Igreja dos oficiais e
da alta sociedade. Quando vimos para a Igreja, não há oficiais nem alta
sociedade. Na Igreja todos somos irmãos. Quando nossos olhos forem abertos
pelo Senhor, veremos que estar acima dos outros é uma gloria no mundo, mas
na Igreja não há tal distinção. Paulo diz que em Cristo não há grego nem
judeu, escravo ou livre, homem ou mulher.
 
A Igreja posiciona-se não na distinção, mas no amor fraternal. Essa passagem
é igual a outras nas quais o Senhor mencionou Seu próprio nome; aqui Ele
diz:”Estas coisas diz o Santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi,
que abre e ninguém fechará, e que fecha e ninguém abrirá.” Santidade é sua
vida; Ele próprio é santidade. Ele é a Verdade diante de Deus; Ele é a
Realidade de Deus, e a realidade de Deus é Cristo. Sua mão segura a chave.
Aqui, devemos destacar um fato: quando Sardes (referindo-se ao movimento da
Reforma N.T.) se levantou para testemunhar pelo Senhor, havia os dominadores
deste mundo que a ajudaram a travar a batalha. A luta prosseguiu no
continente da Europa por muitos anos e depois na Grã-Bretanha por muitos
anos. Mas, e o movimento dos irmãos? Não havia poder por trás deles para
sustentá-los. Então, que poderiam eles fazer? O Senhor diz que Ele segura a
chave de Davi, que significa autoridade. (A Bíblia chama Davi de rei.) Não
se trata de força dos braços nem de propaganda, mas uma questão de abrir a
porta.
 
Houve certo editor jornalístico na Grã-Bretanha que disse: “Eu nunca pensei
que houvesse tantos irmãos e nunca entendi como esse povo cresceu tão
rápido”. Viajando por todo o mundo você descobrirá que em cada lugar há
muitos irmãos. Embora entre eles alguns conheçam as doutrinas profundamente
e alguns superficialmente, a posição dos irmãos ainda é a mesma. Ao vermos
isso, precisamos agradecer o Senhor. O Senhor diz que ele é aquele que “abre
e ninguém fechara e que fecha e ninguém abrirá.” “Conheço as tuas obras (..
) que tens pouca força”. Quando chegamos neste ponto, nossos pensamentos
espontaneamente retornam ao tempo da volta de Zorobabel (do cativeiro
babilônico N.T.), sobre quem certo profeta disse: “Pois quem despreza o dias
dos humildes começos” (Zc 4:10). Não despreze o dia das pequenas coisas,
isto é, o dia da edificação do templo.
Nas Escrituras há uma grande prefiguração da Igreja _ o templo. Quando Davi
reinava, o povo de Deus era unido. Mais tarde, eles se dividiram em reino de
Judá e reino de Israel. Os filhos de Deus começaram a dividir-se e, ao mesmo
tempo, começaram a idolatria e a prostituição. Como resultado, foram
capturados e levados para a Babilônia. Todos reconhecem que o cativeiro na
Babilônia tipifica
Tiatira, a Igreja Católica Romana. Desde que a Bíblia faz da Babilônia um
símbolo de Roma, então também a igreja tem um cativeiro babilônico.
 
Que fez o povo de Deus quando retornou do seu cativeiro? Eles voltaram
debilmente, grupo por grupo, e edificaram o templo. Parece que eles
tipificaram o movimento dos irmãos. Havia muitos judeus, os mais velhos, que
viram o templo antigo; agora eles viam com os próprios olhos o
estabelecimento do fundamento do templo e choraram em alta voz, porque o
templo era inferior em gloria se comparado com aquele do tempo de Salomão.
 
Contudo, Deus falou por intermédio do profeta menor, dizendo: “Não despreze
o dia das pequenas coisas, porque este é o dia da restauração”. Aqui , o
Senhor diz as mesmas palavras: “tens pouca força”. O testemunho da igreja
hoje no mundo, comparado com os dias de Pentecoste, é realmente o dia  das
pequenas coisas. “Guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome”. O
Senhor os reconhece por duas coisas: não negar o nome do Senhor e não negar
a sua Palavra.
 
Na historia da igreja, nunca houve uma era na qual os homens conheceram
tanto a Palavra de Deus quanto os irmãos. A luz era como a chuva de uma
grande enchente impetuosa. Uma noite, quando eu estava em Xangai, encontrei
um irmão que me disse ser cozinheiro em uma embarcação. Falei com ele
demoradamente. Receio que muito poucos missionários conhecem a Palavra de
Deus tão bem quanto ele. Na verdade, esta é uma das suas características
mais evidentes_ eles conhecem a Palavra de Deus. Mesmo se encontrarmos o
mais simples entre eles, ele terá mais clareza que muitos missionários.
 
O Senhor diz: “Não negaste o meu nome”. Desde 1825, os irmãos diziam que
somente seriam chamados cristãos. Se alguém lhes perguntasse quem eram eles,
eles diriam: “Eu sou cristão”. Mas se alguém perguntar a um membro da igreja
metodista, ele dirá: “eu sou um metodista”; se encontrar alguém da Igreja
dos Amigos, ele dirá: “Eu pertenço a igreja dos amigos”; alguém da Igreja
Luterana dirá: “Eu sou Luterano”; alguém da Igreja Batista vai dizer: “ Eu
sou Batista”.
 
Alem de Cristo, os homens ainda usam muitos nomes pelos quais se
autodenominam. Mas os filhos de Deus tem um único nome pelo qual chamam a si
mesmos. O Senhor Jesus diz: “Orai em Meu nome” e “Reunidos em Meu nome”.
Temos somente o nome do Senhor. Whitefield disse: “Sejam todos os outros
nomes abandonados; seja somente o nome de Cristo exaltado”. Esses irmãos
foram levantados para fazer exatamente isso. A profecia do Senhor diz a
mesma coisa, que eles honraram o nome do Senhor. O nome de Cristo é o centro
deles. Eles ouvem muito freqüentemente entre eles esta palavra: “O nome de
Cristo não é suficiente para separar-nos do mundo? Não é suficiente
simplesmente termos o nome do Senhor?”
 
Certa vez encontrei um crente num trem, que me perguntou que tipo de cristão
eu sou. Respondi-lhe que sou apenas um cristão. Ele disse: “Não há tal
cristão no mundo. Dizer que você é um cristão não significa nada; você tem
de dizer que tipo de cristão você é. Isso é que faz sentido.” Repliquei-lhe:
“Eu sou simplesmente um homem que é cristão. Você diz que um homem ser
cristão não significa nada? Que tipo de cristão você diria que faz sentido
ser? Quanto a mim, só posso ser um cristão _ nada mais”. Naquele dia tivemos
uma conversa muito boa.
 
Devemos observar uma coisa: o pensamento fundamental de muitas pessoas é que
o nome do Senhor não é suficiente. Muitos pensam que precisam do nome de uma
denominação; eles acham que devem ter outro nome além do nome do Senhor. Não
considere que nossa atitude em relação a isto seja exagerada demais. Aqui o
Senhor diz: “ Não negaste o meu nome”. Se o meu sentimento está correto,
todos os outros nomes são uma vergonha para Ele. Esta palavra “negaste” é a
mesma palavra usada para referir-se a negação de Pedro ao Senhor. Que tipo
de cristão sou eu? Eu sou um cristão. Não quero ser chamado por outro nome.
Muitos não querem honrar o nome de Cristo e não estão dispostos a serem
chamados apenas de cristãos.
 
Mas, graças a Deus, a profecia de Filadélfia foi cumprida nos irmãos. Eles
mesmo não tem qualquer outro nome característico. Eles são irmãos; eles não
são “A Igreja dos irmãos”. “Eis que tenho posto diante de ti uma porta
aberta, a qual ninguém pode fechar”. O Senhor fala à igreja em Filadélfia
sobre a porta aberta. Os homens freqüentemente dizem que se você andar de
acordo com as Escrituras, a porta será logo fechada. A mais difícil barreira
a ultrapassar ao submeter-se ao Senhor é o fechamento da porta. Mas aqui, na
verdade, a uma promessa: “Eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta,
a qual ninguém pode fechar”. No tocante aos irmãos, isto é um fato.
 
No mundo todo, seja ao expor a Bíblia ou a pregar o evangelho,nenhum outro
grupo de pessoas, teve as oportunidades que eles tiveram. Fosse na Europa,
América ou África, era sempre a mesma coisa. Não há necessidade de sustento
humano, de anuncio, propaganda ou contribuições; eles sempre têm muitas
oportunidades para trabalhar, e a porta para trabalhar ainda está aberta.
“Eis farei que alguns dos que são da sinagoga de satanás, desses que a si
mesmo se declaram judeus, e não são, mas mentem, eis que os farei vir e
prostrar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei”. Já vimos pelo menos
quatro coisas as quais têm feito o cristianismo tornar-se judaísmo: os
sacerdotes mediadores, a lei de letras, o templo material e as promessas
terrenas. Que diz o Senhor? “Eis que farei vir e prostrar-se aos teus pés”.
O judaísmo é destruído nas mãos dos irmãos. Em todo lugar, no mundo inteiro
há tal movimento. Onde eles estão o judaísmo é derrotado. Entre os que hoje
realmente conhecem a Deus, a principal força do judaísmo tornou-se algo do
passado. “Porque guardaste a palavra da minha perseverança”. Isto está
relacionado com “companheiro na tribulação, no reino e na perseverança em
Jesus”, em Apocalipse 1. Perseverança aqui é usada como um substantivo.
 
Hoje é tempo da perseverança de Cristo. Hoje o Senhor encontra muitos que
escarnecem dele, mas Ele é perseverante. Um dia o julgamento virá, mas ele
hoje é perseverante. Sua palavra hoje é a palavra da perseverança. Aqui Ele
não tem reputação, ele é uma pessoa humilde, ainda um nazareno, ainda o
filho de um carpinteiro. Quando seguimos o Senhor, ele diz: “Guarda a
palavra da minha perseverança”. “Também eu te guardarei da hora da provação
que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre
a Terra”. Podemos usar Tchankin (cidades da china N.T.) como ilustração:
dizer que o guardarei do bombardeio significa que você estará em Tchankin,
mas será guardado do bombardeio.
 
Se digo que o guardarei da hora, isto significa que antes daquela hora você
acabou de partir para Chengtu. Quando o mundo todo estiver sendo testado (se
refere à grande tribulação), não enfrentaremos a tribulação. Antes que
aquela hora chegue, já teremos sido arrebatados. Em toda a Bíblia há somente
duas passagem que falam da promessa do arrebatamento: Lucas 21:36 e
Apocalipse 3:10. Hoje devemos seguir o Senhor, não viver frouxamente,
aprender a viver no caminho de Filadélfia e pedir ao Senhor para livrar-nos
de todas as provações que vêm. “Venho sem demora. Conserva o que tens, para
que ninguém tome a tua coroa”. O Senhor diz: “Venho sem demora”, portanto,
esta igreja deve continuar até a volta do Senhor. Tiatira não passou, Sardes
não passou e Filadélfia ainda não passou também. “Conserva o que tens”, ou
seja “A minha Palavra” e o “Meu nome”.
 
Não devemos esquecer a palavra do Senhor e não devemos envergonhar o nome do
Senhor. “Para que ninguém tome tua coroa”: todos em Filadélfia já têm a
coroa. Nas outras igrejas há o problema de ganhar-se a coroa; aqui o
problema é perdê-la. O Senhor diz que já temos a coroa. Em toda a Bíblia
apenas uma pessoa sabia que tinha a coroa: Paulo (2Tim 4:8). Assim também
entre as igrejas, somente Filadélfia sabe que tem a coroa. Não permita,
agora, que nenhum homem tome sua coroa; não saia de Filadélfia deixando sua
posição. Aqui diz: “Conserva o que tens para que nenhum homem a tome”. Isto
nos diz claramente que Filadélfia corre um perigo em particular; de outra
maneira, o Senhor não lhe teria dado tal advertência. Além disso, esse
perigo é bastante real; essa é a razão porque o Senhor lhes deu ordens de
modo tão sério. Qual é o perigo que eles correm? O perigo está em perder o
que já conseguiram. Assim, o Senhor pede a eles para conservarem o que têm.
O perigo não está em não progredirem; antes, está no retrocesso. Eles estão
agradando o Senhor porque amam uns aos outros e são fieis à Palavra do
Senhor e a seu nome. O perigo está em perder este amor e fidelidade. Que
terrível! Mas de fato isto foi o que realmente aconteceu. Após 20 anos, os
irmãos também dividiram-se em dois grupos: os “exclusivos” e os “abertos”, e
dentro das duas divisões há muitas facções.
 
Portanto, em Filadélfia também há o chamado aos vencedores. Qual foi a razão
desse problema? Devemos ser muitos cuidadosos e humildes; do contrario,
seremos envolvidos no mesmo erro. Cremos que qualquer tipo de divisão é
resultado da perda de amor de um pelos outros; quando o amor não existe ou
está faltando, as pessoas dão atenção às leis, enfatizam comportamentos
forçados e perdem-se em detalhes procurando falhas. Uma vez que o amor está
em perigo, as pessoas ficaram orgulhosas de si mesmas e invejosas das outras
 gerando, então, controvérsias e disputas.
 
O Espírito Santo é a força da unidade, enquanto a carne é a força da divisão
 A menos que a carne seja tratada, cedo ou tarde ocorrerá a divisão. Além do
mais, creio que a carência dessa época foi que os Irmãos Unidos não viram a
base e o limite da igreja. Eles viram claramente, do lado negativo, os
pecados da igreja, mas do lado positivo, quanto à igreja deve amar um ao
outro a ser unânime quanto á base e limite da cidade, eles não viram
adequadamente. A Igreja Católica Romana dá atenção á união de uma igreja
nesta terra, enquanto os Irmãos Unidos deram atenção a uma união idealista
de uma igreja espiritual nos céus.
 
Eles não viram ou, pelo menos, não viram tão claramente que o amor de uns
pelos outros nas epistolas é o amor de uns pelos outros na igreja em uma
cidade; a unidade é a unidade da igreja em uma cidade; o ajuntamento é o
ajuntamento da igreja em uma cidade a edificação é a edificação da igreja na
cidade; e até mesmo a excomunhão é a excomunhão da igreja em uma cidade. De
qualquer forma somente dois tipos de pessoas falam sobre a unidade da
igreja: a Igreja Católica Romana fala da unidade de todas as igrejas na
terra, enquanto os Irmãos Unidos falam da unidade espiritual nos céus. Como
resultado, a primeira não é senão a unidade em aparência exterior, enquanto
a ultima é a unidade idealista; na verdade, porem, é divisiva. Ambas não
atentaram para a unidade da igreja em cada e toda cidade como registrado na
Bíblia.
 
Desde que os Irmãos Unidos não deram tanta atenção ao fato de que a igreja
tem a cidade como seu limite, os “Irmãos Exclusivos” exigiram ação
unificadora por todo o lugar, resultando na quebra do limite da cidade e
caindo no erro da igreja unida; enquanto os “Irmãos Abertos” exigiram a
administração independente de cada reunião, cujo resultado em muitas cidades
foi muitas igrejas em uma cidade, caindo assim no erro da igreja
congregacional, que torna cada congregação uma unidade independente. Os
“Irmãos Exclusivos” excedem o limite da cidade, enquanto os “Irmãos Abertos”
são menores que os limites da cidade. Eles esquecem que na Bíblia a uma e
apenas uma igreja em cada cidade. As palavras na Bíblia para a igreja são
dirigidas para esse tipo de igreja. É muito estranho que a tendência de hoje
seja mudar as palavras que, na Bíblia, são ditas para a igreja em uma cidade
 para palavras faladas para a igreja espiritual.
 
Além disso, alguns irmãos estabelecem uma igreja que é menor que a cidade _
a igreja “casa” é um exemplo. Mas na bíblia não há nenhuma “união de
igrejas” das igrejas de todo lugar nem há igrejas de congregações e de
reuniões em uma cidade como igrejas independentes. Uma igreja para varias
cidades, ou várias igrejas em uma cidade _ ambas não são ordenadas por Deus.
A palavra de Deus claramente revela que uma cidade pode ter uma só igreja, e
somente pode haver uma igreja em cada cidade. Ter uma igreja do tamanho de
muitas cidades exige uma unidade que a Bíblia não exige, e ter várias
igrejas em uma cidade
divide a unidade que a Bíblia exige.
 
A dificuldade dos Irmãos unidos naqueles dias foi que eles não tinham
suficiente clareza a respeito do ensinamento da Bíblia sobre a cidade. O
resultado é que desde que aqueles que tomaram o tipo de unidade “União de
Igrejas” uniram-se a irmãos em outros lugares, eles não mais temeram estar
divididos com os irmãos na mesma cidade. E os que tomavam a reunião como uma
unidade e não tinham problema com os irmãos da mesma reunião, não temeram
estar dividido com os irmãos que estivessem em outras reuniões na mesma
cidade. Porque eles não perceberam a importância dos ensinamentos da Bíblia
a respeito da cidade,  resultaram divisões em cada caso. O Senhor não exigiu
a unidade impraticável de todos os lugares. O Senhor não permitiu tomar-se
uma reunião como limite da unidade _ isso é livre demais; é licencioso, sem
restrição ou instrução. Apenas uma palavra de desacordo e imediatamente
outra reunião é estabelecida com três ou cinco como um grupo, e isso é
considerado como unidade. Pode haver somente uma unidade em cada cidade.
 
Que restrição para aqueles com licenciosidade carnal! O movimento dos irmãos
ainda continua. E a luz sobre a “cidade” está cada vez mais clara. Até que
ponto o Senhor irá trabalhar, nós não sabemos. Podemos somente aguardar pela
história; então teremos clareza. Se nossa consagração ao Senhor é absoluta e
nós mesmos somos humildes, receberemos misericórdia para sermos guardados do
erro. “Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais
saírá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu
Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu
novo nome”. Durante a Época de Filadélfia tem havido muitos casos de
excomunhão de irmãos. Mas aqui eles não podem mais ser excomungado; eles
serão uma coluna no templo de Deus. Se a coluna é removida, o templo não
permanece em pé.
 
Filadélfia faz com que o templo de Deus permaneça em pé. Há três nomes
gravados sobre o vencedor: o nome de Deus, o nome da Nova Jerusalém e o novo
nome do Senhor. O plano eterno de Deus está cumprido. As pessoas em
Filadélfia retornam ao Senhor e O satisfazem. “Quem tem ouvidos, ouça o que
o espírito diz as igrejas”. Lembre-se, Deus não manteve em segredo o desejo
do Seu coração; Ele tem indicado muito claramente o caminho diante de nós.
 
Porém, como em tudo, não é surpresa que o homem tenha fracassado. Embora
Filadélfia fique até a Vinda do Senhor Yehoshua para ser levada por Ele,
trata-se de um pequeno remanescente. A maioria de Filadélfia não guardou o
que tinha. Tanto é assim, que de Filadélfia nasce a igreja de Laodicéia.
 
Mensagem à Igreja em Filadélfia
 
01.   Louvor: Obediência aos mandamentos de Cristo e firmeza no Testemunho.
 
02.   Repreensão: não há uma repreensão direta, embora o “louvor fraco” da
“pouca força”, contenha uma sombra de censura.
 
03.   Título de Cristo: a uma igreja ansiosa para entrar pela porta aberta
do serviço missionário, Cristo é o que tem as chaves que abrem essas portas
que ninguém pode fechar.
 
04.   Promessas ao Vencedor: colunas no templo de Deus; um novo nome.
Reconhecimento de sustentação do Testemunho de Cristo perante o mundo.Havia
um costume em Filadélfia, de honrar um magistrado erigindo-se uma coluna com
seu nome em um templo da cidade.
 
05.   Referência Histórica: Certa ocasião, Filadélfia foi destruída por um
terremoto no ano 17 d.C.; os sobreviventes ficaram tão assustados que viviam
fora da cidade, em choupanas. “Ao Vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do
meu Deus,(um edifício que nenhum terremoto pode atingir), e daí jamais
sairá” (como o fez o povo durante o terremoto). Mais tarde, a cidade foi
reconstruída por conta do governo romano, e lhe foi dado um novo nome,
significando que a cidade foi consagrada de uma maneira especial, ao serviço
e ao culto ao imperador. “Gravarei também sobre ele o nome do meu Deus” Não
obstante isso mais tarde a cidade abandonou o seu novo nome, Neocesaréia,
recebera este nome como sinal de gratidão pelo auxilio generoso que Tibério
mandou para aliviar as vítimas do terremoto. É interessante que ali naquele
distrito era um centro de viticultura, e conseqüentemente, era também um
centro do culto a Dionísio,  Baco(deus do vinho).
 
 
 
LAODICÉIA
 
Que terrível mudança! “Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente;
Oxalá foras frio ou quente! Assim porque és morno,...vomitar-te-ei da minha
boca” Laodicéia é onde se apropriou da Graça e se tem arrogado a posição
cristã; onde a linguagem cristã é de uso corrente e exteriormente a posição
da igreja está em ordem. Porém, onde se encontra tudo isso sem influência
sobre a alma.
 
Não está o nosso estado presente de Igreja descrito aqui de maneira
comovedora; aquele estado que resultou de Filadélfia?
 
Há muita filosofia e ciência. Muita discussão econômica e financeira.
Pronunciam-se palavras formosas, cheias de persuasão e eloqüência.
Elaboram-se magníficas confissões; há sociedades missionárias, sociedades
bíblicas, universidades cristãs, seminários formadores de pastores e líderes
cristãos, fundações de fachada para cumprimento da lei civil do país, e
muitas outras coisas. Longe de mim estar aqui pretendendo fazer quaisquer
julgamentos, que o Senhor mesmo os julgue.
 
Mas onde está a piedade íntima? Onde está o poder de fé dos nossos pais?
Onde está o respeito pelas nossas raízes? Onde está a sujeição à pura
Palavra de Deus? Assim como nas pequenas coisas da vida diária? Onde está a
disposição para sofrer ultraje pelo nome de Yehoshua, crucificado pelo
mundo? Onde estão nossos sanatórios e casas de repousos Evangélicas? Onde
estão as creches que cuidamos? Não venha me dizer que isto é
responsabilidade do governo! Você é um grande “cara-de-pau” afirmando isto.
 
Por acaso não nos tornamos mornos e mundanos? Os Espíritas fazem muito mais
boas obras que nós Evangélicos, que pregamos que boas novas não salvam! É
verdade, mas Tiago diz, que a Fé sem obras é morta e si mesma. As obras, são
práticas de alguém convertido ao Senhor Yehoshua. Deixa de ser hipócrita!
Sepulcro caiado! Fariseu dos fariseus! A vida regalada, as comodidades, as
viagens à passeio, a prosperidade material, não nos tornaram receiosos de
sofrer e não nos tornaram amantes de tais comodidades?
 
Queremos prédios suntuosos com ar condicionado, tapete vermelho, etc...,
nós os ministros, não nos preocupamos com os órfãos e com as viúvas carentes
 Não nos posicionamos contra os exploradores de trabalho e sexo de crianças,
adolescentes e jovens. Não nos posicionamos contra os abusos nesta sociedade
suja, porque não temos coragem suficiente, para sermos a Igreja profética, a
boca de Deus nesta geração casada, aliançada com o mundo.
 
É o Senhor Yehoshua a testemunha fiel e verdadeira, uma realidade prática na
vida da nossa assembléia que ajunta solenemente nos prédios domingos após
domingos?
 
Em quantas igrejas livres tem ainda a Palavra de Deus autoridade prática
quanto à organização e ordem de culto? A maioria delas não está muito
satisfeita em ter uma organização eclesiástica do maior caráter oficial
possível? Quanta importância não se dá ao reconhecimento pelas “mega
igrejas”, e a sansão oficial das autoridades! Dizei-me, pode o Senhor
Yehoshua estar onde, praticamente, não é bem vindo, onde a Sua Palavra e o
Seu Nome já não tem autoridade final?
 
E qual é a posição dos que professam reunir-se somente em Seu Nome e segundo
a Sua Palavra? Essa confissão é uma realidade? Será que temos a consciência
de estar reunidos somente em o Nome do Senhor Yehoshua? Basta-nos a
autoridade da Sua Palavra? Ou terá o Senhor que nos dizer também “estou à
porta e bato? O Senhor busca a verdade no coração, os meros formalismos não
tem nenhum valor para Ele.
 
 
EIS QUE JESUS ESTÁ À PORTA BATENDO, QUERENDO ENTRAR!
Apocalípse 3:14-22
 
“14 E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a
testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: 15 Conheço as
tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! 16
Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha
boca. 17 Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e
não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; 18
Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças
 e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez
 e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. 19 Eu repreendo e
castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. 20 Eis que
estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta,
entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. 21 Ao que vencer lhe
concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me
assentei com meu Pai no seu trono. 22 Quem tem ouvidos, ouça o que o
Espírito diz às igrejas.”
 
Estas palavras foram registradas por João à ordem do Amém, a Testemunha Fiel
e Verdadeira, o Principio da criação de Deus, ou seja, o próprio Senhor
Yehoshua Há Mashiach.
 
Partimos do principio básico que as Cartas foram escritas às sete Igrejas da
Ásia. Deixando claro, escritas às Igrejas! E esta que vamos ministrar hoje,
escrita à Igreja de Laodicéia, profeticamente contextualizada,  sendo
retrato fiel de muitas Igrejas dos nossos dias, pela vida que estava
praticando.
 
 
Quem era a Cidade Laodicéia?
 
Era um centro mercantil, bancário, orgulhosa pela sua riqueza abundante. Era
tão rica que após o grande terremoto de 61 d.C. o governo liberou uma alta
verb para reconstrução desta cidade, porém foi recusada. Laodicéia custeou
tudo. Era uma arquitetura embelezada de templos, teatros resplandecentes.
 
Possuía Notável industria manufatureira de ricas vestes de lã preta e
lustrosa; era uma cidade independente, alta renda per capita,  alí estava a
séde de uma faculdade de medicina que fazia um pó para tratamento de doenças
de olhos. Por isso, Jesus ter sugerido “ouro”, “vestiduras” e “colirio” no
verso 18.
 
As advertências quanto ao seu padrão de vida são as mais sérias que podemos
imaginar, pois a Igreja de Laodicéia era profundamente influenciada pela
sociedade daquela cidade, senão vejamos:
 
1.    Se a Igreja é morna, v.16, podemos concluir que Jesus Cristo prefere
oposição à indiferença. A Igreja é composta de gente, não é de gado num
grande curral, sendo tocado a ferrões. Gado a gente tange. Gente nós amamos,
carregamos nas suas fraquezas. Gente nós amamos ardorosamente, não há lugar
para indiferença. O próprio Jesus usa a expressão muito forte, vomitar-te-ei
da minha boca,  principalmente por Ele que é paciente e longânimo.
 
Se Jesus está batendo à sua porta, é evidente que Ele está do lado de fora
desta Igreja. Igreja que tinha muitas obras, mas todas elas feitas sem amor.
Deus é essencialmente amor! Se estas obras eram feitas sem amor, logo, elas
foram feitas sem Deus, na verdade são trapos de imundícia. Qualquer coisa
que fazemos na Igreja que o centro não for Jesus, para nada serve! Que
quadro sinistro se nos apresenta esta Igreja comprometida com benefícios e
glorificação dos eclesiáticos, do clero, do que para anunciar as belezas da
obra de amor de Jesus Cristo;
 
Se esta Igreja se considera rica e abastada, esta igreja é auto suficiente,
é independente econômico e financeiramente,ela não anda na dependência de
Deus que Yeshua Jirê, Deus que é a provisão. Ela já tem Mamon e anda
confiante nele. Deus diz na Sua Palavra: Meu é o ouro, minha é a prata;    
 
Se esta Igreja não é míope aos seus próprios olhos, ela já tem o remédio, o
colírio para urgir seus próprios olhos, ela não depende de Yehosha Raffar
que é o médico dos médicos; Que perigo terrível andar na independência de
Deus. Esta Igreja se considera auto-suficiente. Guia cega! Não enxerga, não
tem revelação para ver suas mazelas, sua pobreza espiritual.
 
Jesus se apresenta aqui  neste texto  como médico oftalmologista e também
como pisicoterapeuta, dando advertência, aconselhando esta igreja, porque na
verdade ela é miserável, pobre, cega e nua. É tão míope que não consegue
enxergar suas vergonhas, que são suas intimidades expostas.
 
Para esta igreja ser uma Vencedora, assentar-se com Jesus no Seu Trono, isto
é, compartilhar com Cristo a glória do Seu Reino. Tem de voltar atrás, e
buscar aquelas pessoas que foram deixadas à beira do caminho, e em amor ,
vencer a indiferença, à cristandade morna, afim de que elas sejam postas de
pé, para perfeita e boa obra, na edificação do Corpo de Jesus Cristo.
 
A cidade de Laodicéia, é hoje um lugar deserto, abandonado. Foi vomitada da
boca do Senhor.  Isto é um exemplo verdadeiro de quem falou é Fiel,
cumpridor da Sua Palavra.  Cuidado Igreja, para não ser abandonada, e ficar
desértica às moscas como ficou a cidade de Laodicéia.
 
 
Mensagem à Igreja de Laodicéia
 
01.   Louvor: Não há elogios a esta igreja.
 
02.   Repreensão: Mornidão espiritual.
 
03.   Título de Cristo: a uma igreja morna, infiel testemunha, Ele se
apresenta como o Amém , a Testemunha Fiel e Verdadeira.
 
04.   Referência Histórica: como já afirmamos anteriormente, Laodicéia era
uma cidade rica e próspera. Após o terremoto, quando outras cidades estavam
aceitando a ajuda imperial, esta cidade declarou a sua independência de tal
ajuda; era rica, tinha seu deus mamom, não precisava de Jeová Jirê, o Deus
que tudo provê. Portanto não precisava de nada, pois tinha dinheiro.
 
Alerta Igreja!.
 
Eu e você teríamos que agora estar chorando diante desta leitura, com os
rostos corados de vergonha em ver o que temos feito do Testemunho que Deus
nos confiou! Que o Senhor nos dê um coração contrito e espírito
quebrantado(Salmo 51) para que nos sujeitemos e lhe confessemos os nossos
pecados que temos cometido contra a Verdadeira Igreja do Senhor!
 
 
 
BIBLIOGRAFIA:
 
01.   A BÍBLIA ANOTADA – The Ryrie Study Bible – Versão Almeida, Revista e
Atualizada – Editora Mundo Cristão – São Paulo-SP.– Com introdução, esboço,
referências laterais e notas por: CHARLES CALDWELL RYRIE, Th.D., Ph.D.
 
02.   A BÍBLIA DE JERUSALÉM – Nova edição, revista. Tradução do Texto em
língua portuguesa diretamente dos originais – Edições Paulinas, São Paulo-SP
, Tradução das introduções e notas de La Sainte Bible, edição 1973,
publicada sob a direção da “École Biblique de Jerusalém”
 
03.   A BÍBLIA SAGRADA – Almeida Corrigida Fiel – SBTB-Sociedade Bíblica
Trinitariana do Brasil (ACF), 1994, 1995, 1996 e 1997. Novo Testamento
1979-1997. São Paulo-SP.
 
04.   A BÍBLIA SAGRADA – Edição Revista e Corrigida – João Ferreira de
Almeida – Sociedade Bíblica do Brasil – Rio de Janeiro-RJ.
 
05.   Manual Bíblico, Um Comentário Abreviado da Bíblia, por Henry H. Halley
 Tradução de David A. de Mendonça, Revisão de Gordon Chown. Sociedade
Religiosa Edições Vida Nova.
 
06.   Atlas of the Bible, 1980 Lion Publishing, Icknield Way, Tring, Herts,
Tradução Edwino A. Royer. Edições Paulinas;
 
07.   A Bíblia através dos Séculos: uma introdução / Antônio Gilberto da
Silva. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus. 1986;
 
08.   Através da Bíblia – Livro por Livro – Edição Revista: Myer Pearlman –
tradução de N. Lawrence Olson. Editora Vida.
 
09.   O PORVIR. Segundo as Profecias da Palavra de Deus: H. L. HEIJKOOP – 3ª
Edição – 1981. Tradução de Feliciano H. dos Santos – Depósito de Literatura
Cristã – Rua Infantaria 16, 77, r/c.-esq. – 1300 Lisboa – Portugal. A 1ª
edição desta obra foi feita em 1946.
 
10.   A Ortodoxia da Igreja” de Watchman Nee 5ª edição Editora Arvore da
Vida, 1990.